Agora é para valer! Monotrilho Morumbi vem aí


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O governador de São Paulo e morador do bairro, Geraldo Alckmin, disse no último dia 15 que vai entregar 30 quilômetros de metrô e monotrilho até 2014, último ano de sua atual gestão. Ele prometeu ainda que outros 95 quilômetros serão deixados em construção.
Alckmin afirmou que as próximas estações a serem entregues, após República e Luz da linha 4 no mês que vem, serão outras da mesma linha, como Vila Sônia, Fradique Coutinho, Higienópolis, Oscar Freire, Morumbi e Francisco Morato.
No dia 30 de julho, o governador assinou em Paraisópolis, o contrato para a implantação da linha de monotrilho que ligará a estação do metrô São Paulo-Morumbi (linha 4), à estação de trem Morumbi (linha 9) e à estação metrô Jabaquara (linha 1), passando pelo aeroporto de Congonhas, na zona Sul da cidade.
A construção ficará a cargo do consórcio Monotrilho Integração, formado pelas construtoras Andrade Gutierrez, CR Almeida, Scomi Engineering e MPE. Com 18 estações e 17,9 km de extensão, a obra custará R$ 3,1 bilhões, com recursos provenientes dos governos do Estado, do Município e empréstimo do Governo Federal via Caixa Econômica Federal e Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A linha 17 deverá entrar totalmente em operação no início de 2015. O primeiro trecho a ser construído será o que ligará a estação Morumbi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) ao aeroporto de Congonhas.

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Toda a linha será construída em via elevada, com estruturas pré-moldadas de concreto que serão instaladas em grande parte nos canteiros centrais das vias. O Governo afirma que o trem ficará a uma altura entre 12 m e 15 m do chão, dependendo do trecho.
Segundo o metrô, a cada três estações haverá um prédio de oito pavimentos para abrigar salas operacionais e para a manutenção do sistema. O acesso às estações, em alguns casos, poderá ser feito somente por um lado da rua. Para chegar às plataformas de embarque, o passageiro cruzará uma passarela até um mezanino que dá acesso às plataformas. Os mezaninos e as plataformas terão as fachadas em vidro, assim como as passarelas de acesso. De acordo com o projeto aprovado, todas as estações terão projeto de arquitetura definido pelo metrô, com poucas variações tipológicas.
O projeto prevê também um “corredor verde” sob a linha, com trabalho paisagístico, e nova iluminação por onde passar o elevado do monotrilho. Além disso, as fiações no local serão subterrâneas. Fonte: PinWeb. Imagens: Metrô.

‘Pode até ser eficiente, mas bonito não vai ficar’, diz arquiteto da Unesp

Ao invés de optar por uma linha subterrânea, que sempre valoriza os imóveis vizinhos, o governo decidiu pela construção de um monotrilho. Logo que o edital foi publicado, associações de moradores declararam temer a construção de um “novo Minhocão” no bairro.
Os maiores perdedores, apostam alguns especialistas da área imobiliária, devem ser os imóveis mais próximos às linhas e às estações. É exatamente esse o caso do futuro empreendimento Villa Amalfi, que terá o monotrilho como vizinho de muro. A a empreendedora até decidiu mudar a disposição dos prédios em construção para que o terraço não ficasse de frente para a linha.
Ainda que rodem sobre pneus e que haja uma parede de proteção ao lado dos trilhos, trens são sempre barulhentos e emitem um ruído muito menos agradável que o dos milhares de passarinhos que habitam o bairro atualmente, dizem.
Outro problema é visual. Não é possível comparar o projeto com o Minhocão, que é muito mais largo, suporta um tráfego bem maior e foi determinante para degradar uma área gigantesca no centro de São Paulo. A estrutura a ser montada também é mais estreita que a do Expresso Tiradentes, o antigo Fura-Fila, que corre no meio da avenida do Estado, na zona leste de São Paulo. Mas seria impossível construir uma obra desse porte sem gerar poluição visual na região. “O monotrilho pode até ser eficiente e funcional, mas bonito não vai ficar”, disse o coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unesp, Fernando Okimoto, à Exame.

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Um pensamento sobre “Agora é para valer! Monotrilho Morumbi vem aí

  1. Aurora disse:

    Estou de acordo com o coordenador de curso e Arquitetura e urbanismo da UNESP,
    Fernando Okimoto, o monotrilho bonito nao vai ficar, e nem funcional, sendo
    que é insuficiente em qualidade e capacidade de transporto, e por cima, muito caro em
    manutençao.
    A falta inclusive de suficientes audiçoes publicas è lamentavel,assim como o degrado
    que està se preparando para a rejao do Morumbi toda, com falta de respeito pela natureza, e seus moradores de condominio fechados(homen, plantas e passaros….)
    Mesmo os traçados reputados pelo CADES,imcompativel pela lei do PDE,estao
    sendo modificados, com total falta de respeito pelas leis vigente,o metro passando por cima
    das 55 exigencias feitas pelo mesmo CADES ao emprendedor..
    O plano diretor estrategico, que garante distancias minimas de 300 mt, para pontos sensiveis como escola Eugenio Montale e zonas estritamente residenciais,como o caso do condominio fechado”Villa Amalfi”,nao permite o uso de vias locais,
    que atualmente està sendo usada usada no local do traçado”Estaçao Panambj” rua local Cerveira Varanda,,
    O caminho poderia estar sendo modificado pela marginal,mostrando respeito pelas leis…..da justiça dos homens, e das lei da natureza…

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