Temporal que caiu no estádio do Morumbi encheria cinco piscinas olímpicas

A cidade de São Paulo viveu mais uma tarde de caos no último domingo. A forte chuva que castigou a cidade trouxe transtornos, muitas inundações, causou uma morte e atrasou por uma hora o início do clássico entre São Paulo e Palmeiras, válido pela décima rodada do Campeonato Paulista. Às 16h, horário marcado para o início da partida, o gramado do estádio do Morumbi parecia um pântano, com enormes poças por todos os lados.

Situação pior podia ser verificada nos bancos de reservas e nas arquibancadas, que ficaram completamente inundados. Alguns torcedores, esbanjando bom humor, aproveitaram a piscina improvisada para nadar. E a quantidade de água foi digna não apenas de uma, mas de cinco piscinas olímpicas: mais de 13 milhões de litros.

Sem alternativa, o juiz Marcelo Aparecido de Souza atrasou o jogo por 30 minutos. Após uma nova verificação, resolveu esperar por um novo período de meia hora. Às 17h, já com o gramado em condições, após o funcionamento do eficiente sistema de drenagem, a partida teve seu início e acabou empatada por 1 a 1, gols de Fernandinho para a equipe do Morumbi e Adriano para o time de Palestra Itália.

A situação do último domingo pode ser considerada atípica. Para se ter uma ideia, o Centro de Gerenciamento de Emergências registrou no domingo um volume de 118 milímetros de água na região que engloba os bairros de Morumbi e Butantã. Esse número é mais do que a metade esperada para todo o mês de fevereiro, que era de 239 milímetros. Um milímetro de chuva equivale a um litro de água que cai em um espaço de um metro quadrado. Fazendo a conta pelo tamanho do terreno do estádio Cícero Pompeu de Toledo, que é de 112.904 metros quadrados (segundo números divulgados pela assessoria do clube), chega-se à conclusão que 13.322.672 litros caíram no estádio no último domingo. Esse número é suficiente para encher pouco mais de cinco piscinas olímpicas (cada uma com capacidade de 2.500.000 litros) ou 13.322 caixas d’água de mil litros, que podem ser encontradas em qualquer casa.

– Não tem jeito. Se esse volume de água é registrado aos poucos, o sistema de vazão dá conta. Agora, do jeito que foi, uma pancada em um espaço de tempo relativamente curto, mas com tamanho volume de água, enche mesmo, não tem o que fazer – afirmou o físico da USP, Cláudio Furukawa, em conversa com a reportagem do GLOBOESPORTE.COM.

 

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