Moradores preparam ação civil pública contra monotrilho do Morumbi

O Conselho Comunitário de Segurança do Morumbi (Conseg) pretende entrar com uma ação civil pública para impedir a construção do monotrilho da linha 17-ouro do metrô paulista. O projeto prevê 21,6 km de trilhos ligando o bairro do Morumbi ao Aeroporto de Congonhas, ambos na zona sul de São Paulo.

O Conseg alega que o financiamento do monotrilho é irregular, já que foi obtido por meio do PAC da Mobilidade Urbana, programa voltado exclusivamente a obras da Copa de 2014. Como o estádio do Morumbi foi vetado em junho pelo COL (Comitê Organizador Local), o governo paulista teria que usar os recursos para facilitar o acesso à nova arena.

Mesmo assim, o governador Alberto Goldman fechou em setembro contrato de R$ 1,083 bilhão com a Caixa Econômica Federal para o financiamento do monotrilho. Os recursos são do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com 30 anos para amortização e juros de 5,5% anuais, um dos mais baixos do mercado.

Ao todo, a linha 17-ouro está orçada em R$ 2,86 bilhões. O Conseg Morumbi afirma, porém, que o custo está subestimado e que a tecnologia é ultrapassada.

Impacto
Os moradores temem o impacto urbano do monotrilho, que trafega em plataforma de 15 metros de altura. Eles sugerem a substituição do projeto pelo metrô subterrâneo, sistema mais caro, porém menos agressivo à paisagem urbana. “Não justifica fazer o projeto porque é mais barato”, diz Júlia Titz Rezende, presidente do Conseg Morumbi.

O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da Companhina do Metropolitano de São Paulo indica que a implantação do monotrilho demandará a desapropriação de área superior a 45 mil m2 nos distritos de Vila Sônia e Morumbi. Distribuídos em cinco lotes, os terrenos possuem casas residenciais de alto e médio padrão, restaurante, lanchonete, posto de gasolina, entre outros.

Os moradores também questionam a construção de um estacionamento em frente ao estádio do Morumbi, na pç. Jules Rimet, incluída no projeto do monotrilho. Segundo eles, a obra eliminará uma das principais áreas verdes do bairro. “O estacionamento estava previsto para a Copa, mas pra quê vão dar continuidade se o estádio foi vetado?”, diz Júlia.

O Conseg Morumbi afirma que há indícios de que a construção do estacionamento com dinheiro público em área de prefeitura beneficia apenas o São Paulo FC, já que a área seria usada apenas em dias de jogos.

O monotrilho também é alvo do Ministério Público de São Paulo. Em 6 de outubro passado a promotoria paulista instaurou inquérito civil para apurar eventuais irregularidades e danos urbanísticos na implantação do sistema.

O trajeto da linha 7-ouro ligará a linha 4-amarela à 1-azul do metrô, passando pela 5-lilás e pelo Aeroporto de Congonhas. Também será conectado à estação Morumbi de trem (linha 9 da CPTM). Fonte: Portal 2014.

 

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