Condomínios de São Paulo podem ser reajustados em 15% até o fim desde ano

Nos próximos meses o valor mensal dos condomínios do Estado de São Paulo deve ter acréscimo de até 15%, segundo levantamento da Lello Condomínios – empresa que atua no mercado imobiliário e administra condomínios no Estado.

A alta, sazonal, se refere ao dissídio coletivo dos funcionários de condomínios, que normalmente passa a vigorar em outubro, e do pagamento das duas parcelas do décimo terceiro salário, com encargos incidentes, a porteiros, zeladores, faxineiros e garagistas.

“O perigo nesses casos é quando o condomínio não traça um planejamento logo no início de cada ano, devido o acumulo de contas”, contou Angélica Arbex, gerente de marketing da Lello, ao Diário do Grande ABC.

Para ela, a vantagem da provisão em 12 meses é que o morador não seja surpreendido com aumentos expressivos na quota condominial de um mês para o outro, ainda mais no final de ano, onde é comum se acumular gastos adicionais e com impostos, Também pesarão na quota condominial os recentes aumentos anunciados nas contas de água e energia elétrica.

Mas, segundo o vice-presidente de administração imobiliária de condomínios do Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Imóveis de São Paulo), Hubert Gebara, não há razões para “fazer terrorismo”. Isso porque, a maior parte dos condomínios fazem previsão orçamentária no início de cada ano e parcelam as despesas extras ao longo de 12 meses, uma vez que, gastos com mão de obra e encargos representam 40% das despesas ordinárias de um condomínio. Quanto ao dissídio dos trabalhadores, que devem estar devidamente registrados em nome do condomínio, os reajustes variam de 2% a 5%, geralmente.

O cálculo é feito com base na variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), entre outubro de 2008 e setembro do ano passado – que vem variando em torno de 3%, afirmou Gebara. “Sempre entramos num consenso. A negociação de reajuste salarial é feita, anualmente, de forma amigável com o sindicato que representa a categoria”, ponderou o integrante do Secovi-SP.

Nas próximas semanas haverá reunião com o sindicato da categoria onde ambas partes farão proposta.

VALORES – De acordo com o site do Sindifícios (Sindicato dos Empregados de Edifícios e Condomínios Residenciais, Comerciais de São Paulo), o piso salarial de zeladores, hoje, é de R$ 693,24; porteiros, vigias, cabineiros, garagistas e manobristas devem receber R$ 664,36. Faxineiros e demais, R$ 635,47. Estes valores são válidos até dia 30 deste mês.

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