De pedreiro a “Rei do Self-Service” no Morumbi, mais uma história de sucesso

stelledifirenze

Cláudio Martins da Silva chegou em São Paulo há 17 anos, como pedreiro, sonhando com as oportunidades da cidade grande. Hoje, ao lado da esposa Lídia, é proprietário do restaurante Stelle di Firenze, reconhecido no Morumbi como a melhor cozinha do bairro. Seu restaurante, na Praça do Sabor do Morumbi Open Center, é um fenômeno de público e aceitação. O jornal Planeta Morumbi foi ouvir mais uma de nossas histórias de sucesso.

Jornal Planeta Morumbi: Como foi seu início em São Paulo, especificamente no Morumbi?

Cláudio: Cheguei em São Paulo, vindo de Londrina (Paraná), em 1993, com ‘uma mão na frente e outra atrás’ (risos…), sonhando com as oportunidades da cidade grande. Cheguei como pedreiro e fiz alguns serviços. Depois de algum tempo, conheci a Lídia e  começamos a namorar. Estamos juntos até hoje. Temos um filho de 11 anos. Lídia, na época, tinha um quiosque, aqui mesmo no Open Center, de doces portugueses.

PM – De onde surgiu o interesse pela gastronomia?

Cláudio: Eu nunca havia feito nada nesta área. Foi exatamente Lídia quem me incentivou a iniciar um curso de gastronomia, citando outros empresários que obtiveram sucesso no ramo. Resolvi então procurar o Senac. Tentei duas vezes, fui reprovado em ambas. Fui então trabalhar em uma indústria de chocolates e croissants, onde fui muito bem por quase três anos, mas sempre pensando em fazer o curso e ter meu próprio negócio. Tentei novamente o Senac e fui aprovado. Eram mil candidatos para doze vagas no Hotel Fazenda em Águas de São Pedro (Hotel Escola do Senac) e o exame para a aprovação era muito rigoroso, mas fui aprovado. Entrei no curso sem entender absolutamente nada do assunto… nem imaginava como era aquilo (risos), mas sabia que era o que eu queria. Quando finalizei, fui convidado a trabalhar no Don Fabrício (Alameda Santos), que apesar de muito famoso e de muita qualidade, estava em decadência. Hoje fechou. Em seguida, fui convidado pela Sra. Lia Tulmann, prestes a abrir o Giorno, no Shopping Jardim Sul, que foi um sucesso absoluto desde sua inauguração. Foi onde aprendi muito sobre a profissão, pois a cozinha do Giorno é de excelente qualidade. Cheguei a chefe de cozinha por lá.

PM – Como nasceu o Stelle di Firenze?

Cláudio: Um amigo, o Abel, me mostrou um ponto na Praça do Sabor do Morumbi Open Center e sugeriu montarmos alí um restaurante. Era um desafio e tanto! Conversei com a Lídia, que me incentivou e se prontificou a trabalhar comigo na nova empreitada. Me desliguei do Giorno, com um certo receio, e resolvi cuidar de minha própria vida. No começo, foi um desespero. Não vendíamos mais que 20 refeições por dia, durante um ano. Era um sufoco! Sem dinheiro para nada. Desanimei, pensei em desistir muitas vezes, mas não parei. Um dia, uma escola de inglês se instalou no Morumbi, vinda de Curitiba, e fez um bom convênio conosco. Eram 70 refeições por dia, garantidas. Aí, nos animamos (risos). Nem tanto pelo valor, mas pela fila que eu via todo dia. Para uma casa que está iniciando, esta movimentação é muito importante, porque funciona como se fosse uma propaganda. Fila na porta é meio caminho andado para o sucesso de uma casa. O movimento foi aumentando devagar e nossa estrutura de cozinha e atendimento foi acompanhando. Desta maneira, crescemos, hoje adquiri a parte da sociedade de Abel e administro o restaurante com minha esposa Lídia.

PM – Qual seria a receita do sucesso do Stelle di Firenze hoje, que é reconhecido pela alta qualidade no Morumbi?

Cláudio: Eu sempre acreditei que o sucesso é a dedicação. Não descuidamos de qualquer detalhe, estou sempre à frente de tudo e tenho uma equipe de primeira. Sou rigoroso com tudo. Isso criou uma relação de confiança entre meu cliente e minha casa. O Morumbi exige, em primeiro lugar, a qualidade. Acima de tudo! O preço pode estar em segundo lugar, mas a qualidade, é primordial.

PM – Você pensa em lançar franquia do consagrado Stelle di Firenze?

Cláudio: Não! Eu acho que no ramo de restaurante, quando você não está presente, de corpo e alma, todos os dias, a coisa pode não funcionar tão bem. É um ramo que exige a presença diária do proprietário. O contato, ouvir a todos sempre, estar sempre pronto é vital para um restaurante. No mais, com um único restaurante, administrado assim, é possível viver muito bem (risos). Estamos também com uma pizzaria, aqui mesmo no Open Center, que está ganhando mercado e tomando seu rumo!

PM – Como você vê o Morumbi?

Cláudio: Para mim, não existe bairro melhor em São Paulo. Estou aqui há 17 anos e, se algum dia tiver muito dinheiro, vou investir tudo aqui mesmo (risos). O Morumbi tem de tudo e está cada vez melhor. Num futuro próximo, mudarei com a família para um apartamento no Brooklin e isso me dá dor no coração (risos). Mas o restaurante não sai daqui, nunca!

(Matéria de capa da edição 49 do jornal Planeta Morumbi)

Cláudio Martins da Silva chegou em São Paulo há 17 anos, como pedreiro, sonhando com as oportunidades da cidade grande.
Hoje, ao lado da esposa Lídia, é proprietário do restaurante Stelle di Firenze, reconhe-cido no Morumbi como a mlehor cozinha do bairro. O jornal Planeta Morumbi foi ouvir mais uma de nossas histórias de sucesso.
Jornal Planeta Morumbi: Como foi seu início em São Paulo, especificamente no Morumbi?
Cláudio: Cheguei em São Paulo, vindo de Londrina (Paraná), em 1993, com ‘uma mão na frente e outra atrás’ (risos…), sonhando com as oportunidades da cidade grande. Cheguei como pedreiro e fiz alguns serviços. Depois de algum tempo, conheci a Lídia e  começamos a namorar. Estamos juntos até hoje. Temos um filho de 11 anos. Lídia, na época, tinha um quiosque, aqui mesmo no Open Center, de doces portugueses.
PM – De onde surgiu o interesse pela gastronomia?
Cláudio: Eu nunca havia feito nada nesta área. Foi exatamente Lídia quem me incentivou a iniciar um curso de gastronomia, citando outros empresários que obtiveram sucesso no ramo. Resolvi então procurar o Senac. Tentei duas vezes, fui reprovado em ambas. Fui então trabalhar em uma indústria de chocolates e croissants, onde fui muito bem por quase três anos, mas sempre pensando em fazer o curso e ter meu próprio negócio. Tentei novamente o Senac e fui aprovado. Eram mil candidatos para doze vagas no Hotel Fazenda em Águas de São Pedro (Hotel Escola do Senac) e o exame para a aprovação era muito rigoroso, mas fui aprovado. Entrei no curso sem entender absolutamente nada do assunto… nem imaginava como era aquilo (risos), mas sabia que era o que eu queria. Quando finalizei, fui convidado a trabalhar no Don Fabrício (Alameda Santos), que apesar de muito famoso e de muita qualidade, estava em decadência. Hoje fechou. Em seguida, fui convidado pela Sra. Lia Tulmann, prestes a abrir o Giorno, no Shopping Jardim Sul, que foi um sucesso absoluto desde sua inauguração. Foi onde aprendi muito sobre a profissão, pois a cozinha do Giorno é de excelente qualidade. Cheguei a chefe de cozinha por lá.
PM – Como nasceu o Stelle di Firenze?
Cláudio: Um amigo, o Abel, me mostrou um ponto na Praça do Sabor do Morumbi Open Center e sugeriu montarmos alí um restaurante. Era um desafio e tanto! Conversei com a Lídia, que me incentivou e se prontificou a trabalhar comigo na nova empreitada. Me desliguei do Giorno, com um certo receio, e resolvi cuidar de minha própria vida. No começo, foi um desespero. Não vendíamos mais que 20 refeições por dia, durante um ano. Era um sufoco! Sem dinheiro para nada. Desanimei, pensei em desistir muitas vezes, mas não parei. Um dia, uma escola de inglês se instalou no Morumbi, vinda de Curitiba, e fez um bom convênio conosco. Eram 70 refeições por dia, garantidas. Aí, nos animamos (risos). Nem tanto pelo valor, mas pela fila que eu via todo dia. Para uma casa que está iniciando, esta movimentação é muito importante, porque funciona como se fosse uma propaganda. Fila na porta é meio caminho andado para o sucesso de uma casa. O movimento foi aumentando devagar e nossa estrutura de cozinha e atendimento foi acompanhando. Desta maneira, crescemos, hoje adquiri a parte da sociedade de Abel e administro o restaurante com minha esposa Lídia.
PM – Qual seria a receita do sucesso do Stelle di Firenze hoje, que é reconhecido pela alta qualidade no Morumbi?
Cláudio: Eu sempre acreditei que o sucesso é a dedicação. Não descuidamos de qualquer detalhe, estou sempre à frente de tudo e tenho uma equipe de primeira. Sou rigoroso com tudo. Isso criou uma relação de confiança entre meu cliente e minha casa. O Morumbi exige, em primeiro lugar, a qualidade. Acima de tudo! O preço pode estar em segundo lugar, mas a qualidade, é primordial.
PM – Você pensa em lançar franquia do consagrado Stelle di Firenze?
Cláudio: Não! Eu acho que no ramo de restaurante, quando você não está presente, de corpo e alma, todos os dias, a coisa pode não funcionar tão bem. É um ramo que exige a presença diária do proprietário. O contato, ouvir a todos sempre, estar sempre pronto é vital para um restaurante. No mais, com um único restaurante, administrado assim, é possível viver muito bem (risos). Estamos também com uma pizzaria, aqui mesmo no Open Center, que está ganhando mercado e tomando seu rumo!
PM – Como você vê o Morumbi?
Cláudio: Para mim, não existe bairro melhor em São Paulo. Estou aqui há 17 anos e, se algum dia tiver muito dinheiro, vou investir tudo aqui mesmo (risos). O Morumbi tem de tudo e está cada vez melhor. Num futuro próximo, mudarei com a família para um apartamento no Brooklin e isso me dá dor no coração (risos). Mas o restaurante não sai daqui, nun
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s