Justiça Criminal avalia confusão no Morumbi

A luta contra a violência nos estádios ganhou um aliado de peso. A investigação sobre os incidentes ocorridos no último domingo no Morumbi, no clássico entre São Paulo e Corinthians, será acompanhada de perto pelo promotor da Justiça Criminal de Pinheiros, Arnaldo Hossepian Junior.

Ele vai assumir o inquérito policial que corre na 34.ª DP (Vila Sônia). Nos próximos dias, Hossepian e Paulo Castilho – promotor que já vinha atuando no combate às torcidas organizadas – vão se reunir para traçar uma estratégia de investigação.

Hossepian, que foi indicado pelo Procurador-Geral de Justiça de São Paulo, Fernando Grella Vieira, ganhou notoriedade nos dois últimos anos por chefiar as investigações da cratera do metrô. A tragédia, ocorrida em janeiro de 2007 nas obras da estação Pinheiros, matou sete pessoas e deixou 65 famílias sem teto. Foi um crime, não uma fatalidade, disse o promotor.

No domingo, no Morumbi, 49 pessoas ficaram feridas após enfrentamento entre torcedores do Corinthians e policiais militares. As cenas da pancadaria motivaram o debate sobre a presença de torcida visitante em clássicos. O São Paulo cedeu apenas 10% dos ingressos para o rival.

Sem visitantes

O ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, defendeu ontem a ideia de fechar os portões para torcedores dos times visitantes nos clássicos estaduais. A posição dele foi motivada pelo conflito de corintianos com a PM no Morumbi, e pela morte de um torcedor do Atlético, em Belo Horizonte, antes do clássico com o Cruzeiro, no Mineirão. Sou simpático à ideia de que haja, neste momento, sobretudo em clássicos nas capitais, torcida somente do time mandante, disse Silva em entrevista à Rádio Jovem Pan.

Essa medida de segurança já foi adotada, por exemplo, na Argentina, em jogos entre Boca Juniors e River Plate. Mais para a frente, quem sabe com outro clima, pode-se voltar a ter todas as torcidas vibrando juntas. O ministro prometeu um acordo para aperfeiçoar o sistema de monitoramento dos membros de torcidas organizadas.

Entre os clubes, não há unanimidade. O São Paulo já avisou que não dará mais que 10% dos ingressos aos visitantes. O Palmeiras, que mandará o jogo com o Corinthians em Presidente Prudente, dia 8 de março, dará cerca de 40% ao rival – cujo presidente Andrés Sanchez é contra a diminuição do espaço dos visitantes. (Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul)

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